O uso da energia solar no Brasil

O uso da energia solar no Brasil

Um país tão tropical como o Brasil, com alta incidência de luz solar, especialmente no Nordeste o ano inteiro, tem visivelmente um potencial enorme de geração de eletricidade a partir de energia solar.

Mesmo com toda essa vantagem para ser aproveitada, a geração a partir dessa fonte renovável e limpa é recente e ainda recebe poucos incentivos do governo se comparada a incentivos oferecidos para outros setores da economia.

Ainda assim, as variações no clima que agravaram ou trouxeram seca para algumas regiões, obrigando o uso de termelétricas, encareceram a geração de energia hidrelétrica e o setor de energia solar passou a receber um pouco mais de atenção no País.

Em 2011, foi inaugurada a usina solar de Tauá, no Ceará. O parque tem capacidade para abastecer 650 casas, gerando 1000 KWp – quilowatts-pico, a unidade de aferição de células fotovoltaicas.

De lá para cá, a facilidade de acesso à informação vem motivando a aquisição e instalação de placas solares no teto de edifícios, telhados das casas, fazendas. Há muita gente se beneficiando com a autossuficiência energética, a possibilidade segura de ter o retorno do investimento e o barateamento da conta.

Sem contar essas mini usinas, foram construídas 7 usinas solares de grande porte no Brasil. Elas estão na maioria no Nordeste.

Na Bahia, por exemplo, há duas em funcionamento, sendo uma delas a maior em operação atualmente. As outras ficam em Florianópolis, Campinas e no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

Comece 2018 com energia total

Há um mito que cerca o tema “energia solar” que afirma o alto custo do investimento. De fato, não dá para comparar o valor na aquisição das células e placas fotovoltaicas necessárias para o funcionamento do sistema com o que se pagaria com a instalação elétrica tradicional ligada à rede externa de fornecimento.

Por outro lado, antes de acreditar que produzir eletricidade por energia solar seja algo caro, é muito importante considerar esse comparativo levando em conta que o sistema tem uma vida útil de mais de 25 anos, somado ao fator da manutenção poder ser feita pelo próprio usuário com baixíssimo ou nenhum custo.

Com isso em mente, é possível ter uma avaliação mais precisa do que pode ou não ser caro.

Além disso, ser totalmente limpa e renovável já são dois ótimos argumentos neste momento de aquecimento global cada vez mais evidente.

Para os que ainda têm alguma dúvida com relação à capacidade de geração, cabe ressaltar que no sistema está prevista também a instalação de bateria de armazenamento que garante o fornecimento mesmo quando não há sol.

Estes motivos estão incentivando a expansão do mercado de energia solar.

Empresas que atuam no setor afirmam que, nos últimos dois anos, tivemos um crescimento de 90% de unidades instaladas.

A expectativa é de que daqui pouco mais de dez anos, a matriz energética brasileira seja composta em 10% por energia solar. Hoje, este tipo de energia representa quase 1% do total produzido.

Esta perspectiva é excelente, uma vez que a expansão do mercado vai baratear ainda mais o custo de instalação, popularizar o uso dos painéis solares e trazer mais vantagens para aderir a eles.

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