Entenda como funcionam os créditos de energia solar

Sistema de créditos pode abater contas de luz nos meses posteriores. Entenda.

 

A geração de energia limpa, como é popularmente conhecida, vem recebendo cada vez mais adeptos. Antes restrita a indústrias e grandes empreendimentos, hoje esse tipo de alimentação elétrica chegou as residências dos brasileiros. Uma das principais é a energia fotovoltaica, aquela que é gerada pelos raios solares através de painéis condutores compostos por silício ou metais semicondutores. Além de produzir a própria energia, é possível abater o valor na conta de luz e ainda ‘armazenar’ o excedente para utilizar nos meses posteriores. Estes são conhecidos como créditos de energia solar. Tudo isso foi permitido graças a regulamentação 482 de 2012 implementada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desde esta data é possível fazer a microgeração de energia elétrica em casa. Em 2015, a resolução 687 permitiu alguns avanços no sistema de créditos. A partir daí a Agência deu o nome de Sistema de Compensação para os créditos a serem usados por aqueles que produzem mais que utilizam em seus painéis fotovoltaicos. Como funcionam e como usar os créditos Quase todos os brasileiros podem participar do sistema de créditos de energia elétrica produzido pelos painéis solares. Geralmente você utilizará da própria eletricidade gerada durante o dia e, à noite, consumirá a energia da distribuidora da sua região. Quando a conta chegar, você pagará o que utilizar através da rede de distribuição. O que produziu, será descontado. Os valores podem ultrapassar os 90% de economia. Se acaso você gerar mais energia que consome, então você receberá créditos que possibilitarão que haja desconto nas contas de luz posteriores, num prazo de até 60 meses (cinco anos). Esses créditos são ideias para serem utilizados em períodos com muitas chuvas, nublados ou no inverno, quando os raios solares são mais brandos. O limite máximo estabelecido pela Aneel é de 5.000 kWp – o que representa uma área quadrada de 35 mil metros em painéis solares. Outras opções para utilizar os créditos Há a possibilidade de dividir essa energia excedente com outras residências e comércios, conhecida como ‘geração compartilhada’. As normas antes permitiam a divisão entre locais que tivessem o mesmo CPF ou CNPJ do produtor de energia solar. Contudo, as novas regras permitiram que os créditos pudessem ser transferidos a terceiros – desde que haja algum tipo de acordo através de cooperativas ou consórcios – que podem ser parentes, vizinhos ou pessoas próximas a rede de distribuição. Em condomínios também é possível utilizar dos créditos de energia solar: se houver painéis fotovoltaicos na área, a energia produzida será dividida entre as unidades consumidoras do local, permitindo uma economia para todos. Isto contribui também em áreas de uso comum, como quadras, piscinas e salões, possibilitando a alimentação por essa modalidade de produção energética. O terceiro ponto é conhecido como ‘autoconsumo remoto’ e você poderá utilizar dos seus créditos em outros locais que sejam de sua propriedade, como sua empresa, por exemplo. É importante frisar que os créditos só poderão ser utilizados se os locais estiverem dentro do perímetro de cobertura da distribuidora responsável pelos créditos (onde ficam seus painéis). Energia solar é bom para o seu bolso… e para o planeta Cada vez mais essa modalidade de geração de energia vem sendo empregada no país. A expectativa é que esse tipo de produção elétrica atinja patamares ainda maiores já nesta década. Além de ser uma ótima forma de economia, recuperando o investimento em pouco tempo, os painéis solares dão créditos para você – por gerar energia e por cuidar do planeta!

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